Piza a várias mãos

Cá em casa, dia de piza é dia de festa. Não só porque é uma alternativa às refeições de faca e garfo, mas porque é uma oportunidade de, literalmente, meter as mãos na massa. Amassar, polvilhar, esticar são tarefas que todos gostam, tanto como escolher os ingredientes da piza do dia.
Até que um dia alguém mencionou que pesto no lugar de pasta de tomate é que seria bom, logo contrariado por quem gosta de fazer as coisas segundo a tradição. Foi assim que tive a ideia de fazer piza à vontade do freguês.

Cortada a massa em partes iguais, cada um teria liberdade de incluir o que mais lhe apetecesse no momento. Nesse dia surgiu uma versão com sardinhas e piri-piri, outra com atum e ovo e uma terceira com espinafres e feta.

A partir daí nunca mais o dia de piza voltou a ser o mesmo. A criatividade é o mote e a alegria multiplica-se.

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Rápido e bom

O drama de quem, como eu, tem de cozinhar todos os dias não é de o lidar com os tachos, mas com as ementas. Recusar a monotonia de cozinhar os pratos de sempre, elaborar um cardápio variado, pouco exigente em custos e em trabalho e que seja sempre saboroso, não é fácil. A tarefa pareceu-me ainda mais complicada quando vim morar para um sítio onde não há sequer uma pequena mercearia onde se vá num instante comprar o ingrediente que falta. Foi então que passei a criar menus semanais, que evitam as indecisões e idas frequentes às compras.

Isto para o jantar, a horas certas e com os miúdos à mesa. Porque o almoço resolve-se facilmente, com uma sandes, uma salada ou uns legumes salteados com a carne assada que sobrou do dia anterior. Ou então uma pasta de peixe, feita com iogurte, uma pitada de garam masala e algumas gotas de limão. A lista de refeições rápidas é infindável e várias vezes recorro à minha lista de receitas fast good.

Uma das preferidas cá em casa são os ovos com feta, que experimentei pela primeira vez num café em Istambul. Lembro-me que a conta dessa refeição simples quase me estragava a digestão – daria para pagar um almoço abundante para quatro, num restaurante turco com menos design -, mas valeu a pena porque passou a ser um recurso frequente.

Basta colocar numa taça individual de ir ao forno alguns cubos de feta e um ovo inteiro por cima. Rega-se com um fio de azeite e tempera-se com pimenta e algumas ervas aromáticas secas (orégãos, mangerição, tomilho, o que houve em casa no momento). Depois leva-se ao forno até a clara estar cozida (faço sempre sem contar o tempo, por isso o das foto ficou demasiado tostado). Penso que em 10 ou 15 minutos está pronto a servir.
Comemos com uma salada ou barrado sobre uma fatia de pão. Melhor ainda se for com pão de azeitonas feito em casa. Mas disso falarei noutra altura. Bom apetite.