Correio arco-íris

Quem algum dia se correspondeu com um pen pal ponha o dedo no ar. Na altura (no meu caso, início dos anos 80) era quase a única forma de termos algum contacto com pessoas da mesma idade, com línguas e hábitos diferentes; um vislumbre de outra forma de estar, uma janela para outros mundos. A comunicação era lenta, sujeita a falhas e atrasos. Passavam-se semanas, meses, até ter resposta às cartas que enviava para França, Singapura e o Brasil, para ver finalmente uma fotografia das pessoas com que me correspondia, ser informada de notícias, passatempos, gostos musicais.

Havia também postais breves das férias de familiares e amigos, que muitas vezes chegavam depois dos próprios, mas eram sempre recebidos com surpresa e alegria. E postais com meninas bem comportadas a soprar velas em dias de aniversário. Havia as longas cartas para a grande amiga do liceu, a tentar colmatar o tempo que passávamos separadas nas férias, e também as cartas dos namorados, num rol de palavras doces.

Guardo toda essa correspondência em várias caixas, cuidadosamente arrumadas em maços de cartas, com fitas a identificar o remetente. Como um diário, fazem parte de quem eu fui, de quem eu sou. Revelam histórias de amizades, laços apertados desfeitos com o tempo, relações fortes que se mantêm ao longo destas décadas, encontros breves que criaram raízes.
Sei que, por mais que mude de casa, por mais minimalista que me torne, por mais arrumações que faça, estas caixas vão manter-se sempre comigo.

Por falar em arrumações, foi precisamente numa limpeza geral ao escritório que deparei com várias revistas a ocupar espaço precioso. Triagem feita, sobraram algumas destinadas ao caixote da reciclagem quando me lembrei que me faziam falta envelopes.

Sim, porque apesar desta época tecnológica, dos correios electrónicos que troco com uma amiga (com a intensidade da correspondência epistolar de outrora), da rapidez com que podemos informar os outros sobre qualquer coisa que nos aconteça, da eficaz agenda do Facebook, ainda gosto de celebrar os aniversários com um postal, de desejar Boas Festas da mesma forma, até de enviar cartas ocasionais, em modo correio lento.

Copiando descaradamente a ideia da Manuela lembrei-então de reutilizar algumas páginas dessas revistas para criar os coloridos sobrescritos que podem ver aqui. Para tanto bastou um envelope aberto a servir de molde, lápis, tesoura, cola, música de fundo e alguns minutos de sobra numa tarde a cheirar a primavera.

Agora, na próxima vez que for aos correios enviar uma carta e me perguntarem “azul ou normal”, vou poder responder, com um sorriso: “arco-íris”.

Dias assim

2016

O ano não entrou propriamente tão soalheiro como a imagem faz acreditar, mas começou com a promessa de uma vida mais saudável, mais mexida, mais fora de portas, com vontade de reunir com amigos mais vezes, em volta de uma mesa ou de uma toalha estendida no prado.
Começou também a terminar projetos vindo do ano velho, como o de coser as nossas iniciais a guardanapos de pano. Mais uma vez utilizei pedaços de ganga, debruadas a linha vermelha, num contraste que me agrada. Como duas iniciais se repetem, optei por dois tons de ganga. Não ficou uma obra de arte, mas cumpre a função e gostei do resultado.

E gosto mais ainda de brincar com as iniciais, que vou trocando ao sabor do momento e da disposição.

Porque há dias de plenitude…

Alma

… dias em que à mesa se alimentam os sonhos…

Mala

… e outros dias, de regozijo ou desalento (e a mesma palavra pode significar tanta coisa).

Lama

Afinal a vida é feita de dias assim e assado. Sirva-se, com apetite.

De sacos cheios

Está a tornar-se um hábito, transformar velhas calças de ganga em objetos úteis. Foi assim com as pegas de cozinha, com bolsas para telemóveis, com apliques em guardanapos (trabalho em curso). Há umas semanas precisei de substituir os guarda-sacos, feitos por mim e já com muitos anos de uso.

Lembrei-me então que a forma mais fácil e rápida de o fazer (não me ajeito com máquinas de costura e faço sempre tudo à mão) seria aproveitar as pernas das calças, que já têm a forma pretendida, sendo apenas necessário cortar à altura que precisava.

Na bainha existente bastou descoser um pouco a costura, para poder passar o cordel que serve para pendurar os guarda-sacos. Só na parte de baixo tive de coser uma dobra, para meter o elástico. Como também reutilizo os sacos para fruta e legumes, fiz os dois em tons diferentes. E assim tenho sempre sacos à mão, quando tenho de ir às compras.

Para quem precisar saber com mais pormenor como se faz um guarda-sacos, há bastantes tutoriais mais detalhados. Como este, que aproveita pedaços de tecido, ou este bem mais simples. Há ainda outras alternativas, aproveitando garrafas de refrigerantes, que podem ser feitas com a ajuda das crianças de casa. Seja em versão divertida ou então mais elegante.

Bem-vindo outono

Apesar das temperaturas mornas, do guarda-roupa leve, nas águas que ainda convidam a um mergulho (bem revigorante), é oficial: o outono chegou. Mesmo imaginando uma vida sem calendários ou avisos da hora exata da entrada na estação mágica, os sinais seriam inequívocos. Já partiram os bandos chilreantes de pássaros deixando em seu lugar o crocitar melancólico das gralhas e dos corvos. Agora há brumas matinais, nozes e maçãs pelo chão, vizinhos que nos enchem a casa de abóboras, um recolhimento interior e vontade de retomar as tradições que inventámos para nós.

E assim o outono vai entrando na nossa vida pé ante pé, até ao dia em que sabemos que se instalou para ficar. É o dia de festa em que acendemos a lareira pela primeira vez. Porque parece um ritual sempre novo; encher o cesto com lenha, fazer bolas de jornal para uma combustão rápida, acender o fósforo iniciático e depois ficar quietos no sofá, hipnotizados pela dança das chamas e do crepitar dos galhos.

Ao entrar no sexto outono que passamos em Trás-os-Montes, ainda me custa a acreditar que toda a lenha usada na lareira venha das poucas árvores que nos rodeiam a casa. Não é um pequeno bosque, sequer: ulmeiros doentes a ladear os taludes, ramos de nogueiras antigas que secam com o tempo, cerejeiras a descair para o terreno contíguo. Coisa pouca. E, no entanto, suficiente para encher o canto da lenha (construído pelo marido, que descobriu talentos desconhecidos desde que se mudou para o campo), para mais um outono, mais um inverno.

Sermos nós a cortar, transportar e guardar a lenha, tem ainda uma vantagem, apontada por um vizinho, com o habitual humor transmontano: “Aquece agora e aquece depois”. Só benefícios, portanto.

NÃOstlé

Nos artigos e posts que escrevo só menciono nomes de marcas quando é absolutamente necessário. Ou então por distração porque, mesmo involuntariamente, alguns produtos acabam por se impor no nosso vocabulário. Ainda recentemente editei um texto, acabado de enviar para publicação, alterando a palavra nutella para a mais genérica designação de creme de chocolate com avelã.

Sei que sou picuinhas, afinal de contas digo jipe (da jeep) se falo de um carro todo-o-terreno, passei a juventude a vestir kispos quando o frio obrigava ao uso de anoraques e ignoro se existe outra palavra para x-acto, nome da empresa americana que comercializa produtos para escritório. Mas, por norma evito fazê-lo.

Pois bem, hoje vou fazer uma exceção: este post estará repleto de menções a empresas e marcas. Porque é necessário.

Como em muitos lares portugueses, também aqui entrou nescafé, nesquik, nestum e uma miríade de cereais de pequeno-almoço. Aos poucos fui fazendo alterações na alimentação, pelo excesso de açúcar e outros ingredientes desnecessários que via na lista de ingredientes. O chocolate em pó foi substituído por cacau, a que cada um adiciona o açúcar que quer, tendo mais consciência do que consome – eu, que gosto imenso de um leite com chocolate no inverno, descobri que se juntar um pouco de canela ao cacau posso prescindir de qualquer adoçante.

Café solúvel era raramente usado, pelo que um frasco de nescafé durava imenso tempo, e as crianças deixaram de apreciar nestum. Sobraram os outros cereais, com anúncios tão apelativos na TV e uma imensa variedade de formas e sabores, além de brindes, que se iam acumulando na caixa de coisas inúteis.

Até que, numa noite de insónia, vi um documentário sobre a marca que a nestlé e a coca-cola deixam no mundo. As mães que em Chiapas (o mais pobre Estado do México) alimentam os bebés com leite em pó diluído em coca-cola (porque não têm acesso a água potável e a bebida com cafeína é mais barata e mais acessível) e os navios pintados com a sigla da nestlé a subirem o Amazonas ávidos de novos consumidores, deixaram-me a certeza de que não é uma pegada, mas uma rasto enorme e sujo aquele que estas empresas deixam no mundo.

Há muito que percebi que manifestações, assinaturas, likes e posts revoltados no facebook pouco adiantam, se logo a seguir seguirmos a nossa vida da forma habitual. E que a única forma de fazermos mudanças é através da carteira, ou seja, das escolhas que fazemos na altura de comprar. Por isso, quando uns dias mais tarde vi este vídeo, que mostrava o total desprezo que a nestlé tem pelos recursos naturais resolvi banir qualquer das suas marcas do meu cesto de compras. Não foi fácil, porque a teia da nestlé estende-se a cada dia, abrangendo agora um número muito grande de empresas que costumavam ser portuguesas (no café só a Delta escapou). Mas também não foi um drama, há sempre outras alternativas.

Dir-me-ão que o meu gesto é insignificante, que os alicerces da maior empresa alimentar do planeta não tremem quando um simples cliente deixa de comprar os seus produtos. Mas a verdade é que os sucessivos boicotes mundiais à nestlé são tão significativos que obrigam a uma justificação no site da empresa, embora aqui seja dado destaque ao boicote iniciado nos anos 70 e não ao que se passa na atualidade.
Ainda recentemente, a pressão de várias ONGs fez com que a água engarrafada da nestlé não estivesse presente no pavilhão da Suiça, na Expo 2015 em Milão. Aliás, a água, que a nestlé quer privatizar e utilizar a todo o custo (mesmo em locais afetados pela seca) tem sido a causa dos protestos e boicotes mais recentes.

Por cá o movimento ainda é quase inexistente ou ignorado, mas porque o saber não ocupa lugar, aqui fica lista dos produtos comercializados pela nestlé em Portugal.

No Brasil são estes.

A escolha agora é vossa. A minha já foi feita.

Flores da época

1_marmeleiro

Houve tempos em que fazia questão de receber os amigos com muitos mimos: quando as horas sobejavam e ainda não havia miúdos para nos encherem os quartos e a vida – há muito tempo, portanto.
Nessa altura, no quarto que ainda era para as visitas havia cama feita com lençóis passados e flores frescas na mesinha de cabeceira. Uma vez, a amiga acabada de chegar agradeceu o cuidado, mas acrescentou que não gostava de flores compradas. Que, para ela, o melhor seria não ter nada, ou então uma qualquer verdura apanhada no campo. Como é uma pessoa com um feitio, digamos… peculiar, nem perguntei porquê. Tomei nota mental do seu comentário, acrescentando-o a outras estranhezas suas.

Ainda não tinha consciência dos milhares de quilómetros que muitas flores fazem, em contentores refrigerados, até chegar às lojas e a nossas casas, onde vão murchar em poucos dias. Nem das dezenas de pesticidas usados, do gasto de água em produtos que não são alimentares, das toneladas de plástico que são utilizadas para as embrulhar. Passei então a olhar para as flores com outros olhos, os mesmos que uso quando vejo cerejas à venda no Natal ou laranjas sul-africanas no verão – e eu gosto muito de laranjas.

Se fruta só compro a da época e tenho sempre em conta a origem (quanto mais próxima, melhor) passei a fazer o mesmo com as flores. Com a vantagem de que agora nem as flores compro, rodeada que estou de campos, sebes, montes, prados, e com um jardim que agora se multiplica em tufos floridos de rosmaninho. E assim vou vestindo a casa com as estações, enchendo-a de flores na primavera, de ervas secas no verão, de ramos amarelos no outono, com líquenes ou botões de roseira-brava no inverno.

Numa cidade, sem campos nem sebes, há a alternativa das feiras e mercados onde, a par com frutas e legumes, muitas vezes há quem venda as flores da época. E uma escolha enorme de vasos floridos, ou um espaço na varanda onde plantar girassóis.

Mais difícil será ter a surpresa que tive há dois dias, já andava eu a matutar neste post: encontrar à porta de casa sacos com rosas e ovos, cortesia de uma vizinha. Não há ramo, por mais caro e vistoso que seja, que se compare a estes gestos.

Para saber mais sobre a produção de flores em larga escala, pode ler aqui e aqui.

Operação mãos limpas

Não sou de acumular coisas. Sempre que há algum objeto que deixa de ser usado, roupa que não serve, livro que não interessa guardar, dou-lhe outro destino que não seja ficar num caixote a ocupar prateleiras ou armários. E hoje em dia não faltam sítios onde o lema “o lixo de um homem é o tesouro de outro” pode ser posto em prática. Instituições de solidariedade, sites como o freecycle ou de compra e venda como o olx ou o custojusto, grupos de trocas no facebook, lojas de artigos usados, alfarrabistas, bookcrossing e bibliofeira, enfim, a lista é interminável.

Dito isto não gosto de deitar nada ao lixo, a não ser o que é mesmo lixo, ou seja, aquilo que não vai para o compostor, já não pode ser reutilizado nem serve para a reciclagem – e há tantas coisas que podem ser recicladas, além da trilogia papel/vidro/embalagens: óleo vegetal, rolhas de cortiça, tinteiros, tampas de garrafas de plástico, pilhas.

Foi por isso que durante meses fui guardando os pedacinhos de sabonete que sobravam nas saboneteiras. Sabia que havia de encontrar uma forma de os voltar a utilizar. Na internet não faltam sugestões, mas optei pela via que me pareceu mais rápida e eficaz: colocar os vários pedaços dentro de um collant velho ou meia puída. E assim tenho um sabonete para usar na lavandaria. E nenhum desperdício.

Pegar e fazer

Se o momento da passagem de ano é indício de alguma coisa, este será um ano bom. Na altura das doze badaladas (que não ouvimos, por isso é muito provável que a celebração tenha sido desacertada), a casa enchia-se de alegria e gargalhadas, que se prolongaram noite dentro. Culpa de uma menina de 8 anos que, com uma paciência e tenacidade invejáveis, resolveu ensinar-me a pronunciar os “rr” como toda a gente (obrigada Matilde, lá chegarei). Culpa de amigos bem dispostos, para quem uma boa conversa à lareira é mais importante do que um jantar servido a horas.

Talvez porque foram dias curtos e noites longas, bem regadas a tinto e esta ginginha, o ano começou sem resoluções. Desta vez, não fiz promessas, planos, listas de projetos, que as dos anos anteriores ainda por aí estão, por terminar.

Se alguma decisão houve, foi de enfrentar as coisas e fazê-las, em vez de as remeter para o futuro, seja o dia ou o mês seguinte. Por isso, mal os amigos saíram, resolvi dar descanso a uma pega de cozinha que há muito merecia a reforma e fazer uma nova. Não fazia ideia de como a faria, nem de quê, até vasculhar o armário onde guardo a roupa velha para outros usos. Foi aí que vi umas calças de ganga rasgadas.

Ainda sem saber como fazer, escolhi o caminho mais fácil. Cortei a parte mais baixa das pernas e dobrei como um envelope. Tinha planeado meter lá dentro um quadrado de esponja, quando me lembrei que era preferível cozê-la ao tecido, o que fiz com alinhavos ligeiros. A bainha das calças serviu de aba do envelope. Em pouco mais de 20 minutos, enquanto ouvia as notícias, tinha uma pega pronta.

Gostei tanto do resultado, que resolvi fazer uma segunda, usando o mesmo método e material. Como guardo as minhas pegas numa gaveta, estas não precisam de uma argola para segurar. No entanto, achei que a primeira pega parecia incompleta e acrescentei uma argola na segunda, utilizando uma presilha das mesmas calças.

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Gosto de projetos que se vão construindo aos poucos, conforme a inspiração. Muitos mais haverá, neste ano que começa.

Gengibre, doce gengibre

Adoro gengibre. Gengibre em pó para bolos e bolachas, gengibre raspado nos pratos indianos, uma rodela de gengibre acrescentada ao chá de limão para curar a tosse, sopa de cenoura e gengibre, que nos aqueça o corpo (e a alma) nos dias mais frios de inverno. Até já provei cerveja de gengibre, uma espécie de bebida gaseificada, sem álcool, que sabe muito bem quando servida fresquinha.
Por isso, quando provei pela primeira vez gengibre cristalizado, em casa de uns amigos, achei que tinha descoberto o paraíso na forma de fatias finíssimas revestidas de açúcar – hóstias de sabor profano, quentes e boas. Caí das nuvens quando soube que a iguaria tinha sido comprada em Paris. A Cidade Luz, do Louvre, dos passeios na Rive Gauche, do gengibre cristalizado. Paris, je t’aime, mas ficas um pouco fora de mão para ir às compras.

Entretanto, há cerca de dois anos descobri uma loja no Porto, mais propriamente no Centro Comercial Bombarda, onde se vendiam saquinhos da delicatessen açucarada. A raiz cortada em pequenos cubos, não em fatias finas, mas mesmo assim o céu a uma distância decente. Comprei logo duas embalagens, mais duas na visita seguinte. A 5€ cada saco de 200 gramas era um luxo que debicava de vez em quando. Eu e o meu excelentíssimo esposo, que me acompanha na paixão pela guloseima.
Quando o esposo estava prestes a aniversariar, achei que seria uma boa prenda. Porém, o Porto não está aqui tão perto. Foi assim que meti mãos à obra, ou antes dedos ao teclado. Das várias receitas que encontrei, eu que nunca me tinha atrevido a cristalizar nada, segui a mais simples.

Depois de retirar a casca a 600 gr. de gengibre (raspar com uma colher de chá é a forma mais fácil), cortei a raiz em fatias muito finas, deixando de parte os pedaços interiores, mais duros (que foram congelados para utilização posterior em cozinhados). Coloquei as fatias num tacho (sobraram cerca de 500 gr. depois de retirar alguns pedaços), com água suficiente apenas para as cobrir. Deixei ferver primeiro, baixando o lume logo em seguida para que fervilhasse durante 45 minutos, até o líquido estar quase todo evaporado (convém que sobre cerca de ¼ da água). Em seguida acrescentei 500 gramas de açúcar, deixando fervilhar durante mais 20 minutos.

Côa-se então o gengibre, reservando a calda para outros usos. Eu guardei-a num frasco no frigorífico, para utilizar em gelados ou acrescentar a um chá. Coloquei mais açúcar numa tigela larga, envolvendo muito bem cada fatia e deixando arrefecer num tabuleiro. Depois disso guarda-se e está pronto a saborear.
Contabilizando o custo do gengibre, do açúcar e do gás, gastei cerca de 3,30€ numa iguaria que vai dar para muito tempo e vários usos.

Como estes deliciosos biscoitos, este bolo de chocolate ou o gelado de limão e gengibre que fiz como sobremesa no dia de aniversário, aproveitando o açúcar de envolver o gengibre que sobrou. Este gelado não necessita de ser feito na sorveteira e é de comer e chorar por mais.